Nenhum dos dois. Só morno.
Após longo período de silêncio, o ex-juiz faz discurso. Político. Demagogo.
A coreografia exigiu banho de loja chinfrim com direito a marqueteiros e fonoaudiólogo de plantão para produzir espetáculo para selecionada audiência, e só esta. O vasto salão preparado com telões para apoiadores estava vazio…
Shakespeare e Camões costumavam compor suas obras em versos Alexandrinos, ou dodecassílabos. Moro conseguiu discursar em versos Lulinos, monossílabos ou dissílabos. Produzindo um contexto sem criatividade e repleto de críticas. Os únicos imbecis que acreditam que criticar é sinal de intelectualidade são os seguidores da Escola de Frankfurt.

Achando que criticar é requisito para ser candidato (deve ter sido ideia do marketeiro), Moro se filia ao Podemos e anuncia sua candidatura. A que? Nem ele sabe. Acompanhando seu ciclo a resposta deve aparecer até 2023.
Discurso crítico e muito genérico. Dedo em riste. Soluções? Naõ apontou nenhuma…
Mencionou a Lava-jato como grande feito de seu currículo, mas esqueceu de mencionar os Sinistros que desmantelaram tudo e soltaram todos os meliantes.
A nova coreografia rendeu vestuário mais atual e alinhado e trocou a cara de piá abandonado pelo político constipado. Mareco qué avoar…
Agora vai se candidatar a Presidente? Duvido. Senador? Talvez, se encontrar um estado que o integre. O mais provável seria vice de Doria ou Leite. Não sei se é impressão mas ele parece tucano, se comporta com tucano e até tem cheiro de tucano. Na caga-jato protegeu quem? Os tucanos.

E já lucrou com a empreitada. o Podemos já “investiu” quase meio milhão no marqueteiro. E alguém lhe atirou 30 moedas ao final do discurso. O assessor tratou logo de recolher – deviam ser de prata.

Boa Sorte Brasil!
Algumas análises sobre o “Evento”:
OPINIÃO:
A Lava-Jato foi um divisor de águas para o Brasil. Sem dúvidas. Trouxe a esperança de um País melhor ao peito dos brasileiros e foi responsável por estarmos até hoje discutindo sobre o futuro político que queremos para a Nação.
Sérgio Moro foi figura central na Lava-Jato. Sem dúvidas. Um juiz que se tornou um herói nacional. Realizou atos e tomou decisões que sequer imaginávamos serem possíveis no “mundo real”.
Porém, Sérgio Moro abdicou da carreira jurídica para entrar na política – e a política é outro mundo.
Na política tu não manda e os outros obedecem. Na política tu forma alianças e escolhe lados – na busca por defender teus interesses (e, se teus interesses combinarem com o da população, um tanto melhor).
Na política, diferentemente da justiça, Sérgio Moro é mais do mesmo.
No dia 24 de Abril de 2020, quando Sérgio Moro deixou o governo com a desculpa de estar “preservando sua biografia”, escrevi que o mote era sua candidatura a 2022. “Seria ele o presidente ideal? Ou será que permanecerá no ostracismo político? O Tempo dirá”.
E o Tempo disse.
Sérgio Moro assistiu quieto o Supremo Tribunal Federal incinerar a Lava-Jato.
Sérgio Moro assistiu quieto o Supremo Tribunal Federal tripudiar o seu nome.
Sérgio Moro assistiu quieto o Supremo Tribunal Federal colocar no lixo anos de seu trabalho.
Sérgio Moro assistiu quieto o Supremo Tribunal Federal caçar seus colegas.
Sérgio Moro assistiu quieto o Supremo Tribunal Federal tornar livre, leve e solta a corja que arrombou a Nação. Lula, Dirceu, Cunha, entre outros tantos.
Sérgio Moro, contra o STF, NUNCA defendeu “sua biografia”, muito menos os interesses da Nação.
O que vimos de Sérgio Moro desde então foram o mais profundo SILÊNCIO e mais paralisante INÉRCIA contra os desmandos e ataques da Suprema Corte.
Agora, não sei se por vaidade ou por ambição, ele retorna ao cenário político.
É muito bom para o País termos candidatos de diferentes setores, que defendam diferentes visões de mundo – mas que defendam com brio e coragem suas bandeiras: e não com a conveniente e morna mudez e apatia do ostracismo.
O inexperiente político Sérgio Moro, não é o competente Sérgio Moro juiz.
FERNANDO CORRADO
“O jornalismo consiste em grande parte em dizer ‘Lord Jones está morto’ para pessoas que nunca souberam que Lord Jones estava vivo.”
São 2642 dias Sem Corrupção no Governo Federal com anuência da Presidência
